domingo, 7 de agosto de 2011

Hoje em dia, por todos os cantos, ouvimos a pregação de que nos bastam os bens materiais e conseguiremos a felicidade plena.

Faço-me repetitivo pelo simples motivo de não conseguir acreditar que esqueçam dos sentimentos das pessoas.

Como é possível trocar o amor pelo dinheiro? Um cobertor ao invés de um abraço sincero? Um carro pelo andar acompanhado de quem se gosta?
Estamos num momento onde se está perdendo a ordem lógica das coisas. Num momento onde os sentimentos são banalizados. Num momento onde se esquece o que realmente importa.

Mesmo diante de tal cenário, temos que tocar nossas vidas e vez ou outra nos depararmos com realidades que nos fazem desanimar.

Às vezes somos menosprezados e sofremos descasos.

Palavras como perdão, moral, virtude sumiram do vocabulário das pessoas e foram substituídas por ter, poder, egoísmo, vingança, mesmo quando ouvimos promessas de um mundo ideal.

Seguir um caminho onde só o que importa é o “EU”, é mais fácil.
Mas não é fazendo o mais fácil que crescemos como seres humanos.

Como diz C. S. Lewis em seu livro “O regresso do peregrino”:

“Suprimir os nossos prazeres das conseqüências por eles causadas e das condições que naturalmente possuem, como se supostamente estivéssemos excluindo uma frase importante de seu contexto irrelevante é o que distingue o homem do animal e o cidadão do bárbaro”.

Se, procuramos por prazer, buscamos o sexo casual, uma prostituição cujo pagamento é o desrespeito ao sentimento alheio.
Depois para esquecer, se for preciso, nos afogamos no álcool ou nas drogas.

O que há de humano nisso?

Palavras de ordem deixadas por Deus como “amar ao próximo como a si mesmo” foram esquecidas.

A idéia agora é “ame a si mesmo e o próximo que espere”.

Existe lado bom em tudo isso? Sim! Definitivamente, sim!

Em épocas como essa é que nos dá a oportunidade de praticarmos o perdão, a compaixão e de refletirmos sobre o que fazemos e termos a certeza de que cairemos mais vezes no caminho, mas nos levantaremos sempre e assim amaremos mais e mais o nosso próximo.

Um comentário:

  1. Muito bom o post... os valores mudaram!! Os sentimentos foram para segundo plano, por isso a gente se decepciona tanto!!

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